sexta-feira, novembro 05, 2010


Entrevista do McFly para a X-Factor



A grande entrevista: McFly
“Nós não mudamos. Só o nosso pêlo do peito que cresceu, só isso”.
De volta com uma aparência musculosa e um som marcante, Samantha Wood (alegremente) conversa com o McFly para saber o que há de novo.
Detestamos nos gabar, mas perdemos a conta das vezes em que encontramos o McFly nos últimos seis anos. Desde que começaram seu caminho na cena musical com os tênis Vans seguindo os passos do Busted em 2004 com o single 5 Colours In Her Hair, nós fotografamos e entrevistamos os rapazes várias vezes, em várias ocasiões e para várias coisas. Mas a conversa nunca muda: Falam sobre peitos, risadas, falam sobre cocô, risadas, falam sobre besteiras, mais risadas. Sem querer chamá-los de infantis, McFly sempre foi um pouco, bem, infantil e tirar algo de sério deles é bem exaustivo.
Então, nós chegamos no armazém no norte de Londres para a nossa sessão de fotos e conversa sobre o sétimo álbum (Sétimo. A gente sabe!) Above the Noise; estamos bem confiantes no que virá.
O primeiro atrás da porta é o baterista de 24 anos, Harry Judd. Ficamos embarassadas ao nos pegarmos admirando aquele corpo bem definido. Acredite em nós, a menos que estejamos erradas (e normalmente a gente não erra esse tipo de coisa), ele não era assim tão grande.
“Ah, esses músculos?” ele disse modesto. “Ah, obrigada. Eu malho cinco vezes por semana agora”. Harry… Ah, Harry…
Enquanto o restante dos garotos aparecia – bem mais quietos do que costumávamos ver – rapidamente percebemos que não era a mesma banda que lançou o single oficial do Comic Relief há dois anos atrás, nem mesmo aqueles quatro garotos que viviam falando de necessidades fisiológicas para depois falar sério. Eles parecem totalmente crescidos de um jeito Take That/banda máscula. Eles estavam usando uns casacos sensíveis e sapatos normais. E até mesmo a namorada de Harry de longa data (é todos eles estão comprometidos agora, sniff), Izzy, do grupo de música clássica Escala, aparece para um bate papo. Basicamente, eles se tornaram o maior desejo de suas mães. E o nosso também, se pararmos pra pensar nisso.
Com um “Esses são eles mesmo?” novo som deixando o pop-punk de lado, um som todo produzido, de gosto urbano; nós nos sentimos até um pouco confusos/excitados/frustrados. Então o McFly – o que, apesar do novo visual estonteante (não olhe para os corpos deles, não olhe para os corpos deles)- , mudou?


Garotos, desculpem, homens, vocês claramente migraram para novo som, novo visual, novo vocês. Essa foi uma mudança natural?
Tom: McFly não mudou como banda. Ainda somos os mesmos caras, os mesmos princípios. É apenas um som diferente pra nós. Foi tipo essencial pra nós evoluir, de verdade. Naturalmente. Fomos à Australia pra gravar há dois anos atrás com nada além de algumas canções escritas – e descobrimos que não estávamos contentes com elas. Foi como um progresso. Não iriamos a lugar nenhum do jeito que tava.
Danny: Não acho que o McFly mudou. Ainda somos nós. Só temos peito cabeludo agora. Tive que raspar um dia desses.
Dougie: É, ele tem uma mata no peitoral. Mas, sério, não acho que foi “Ok, vamos mudar agora“. O que gravamos na Australia foi nosso álbum de transição. Só que nunca foi lançado. Nos fez pensar no que realmente queríamos, e no nosso som. Um ‘estilo-sábio’ vem com a idade. Não podemos usar bermudas Dickies pro resto da vida.



Mas vocês são uma banda totalmente diferente. Vocês acharam que os fãs iam dar a louca e detestar o novo estilo?
Harry: No início, algumas pessoas detestaram…
Tom: Mas isso acontece com qualquer álbum novo.
Harry: Acontece com bandas que a gente gosta também. Sabe, você adora o primeiro álbum, e o segundo você leva um tempo pra gostar. No terceiro, você tá tipo “O que é isso?” e pára de gostar da banda.
Danny: Estávamos esperando negatividade, porque é bastante diferente. Esperávamos chocar as pessoas. Party Girl fez bem o trabalho e preparou todos pro que estava por vir.

Vocês apostaram nos chefões pra esse novo álbum, como Taio Cruz e o produtor Dallas Austin.
Tom: Eu sei. Nós fomos à Atlanta pra encontrar Dallas. Tinhamos algumas demos e músicas que gostaríamos de mostrar a ele, mas foi uma experiência. Não sabíamos se ia funcionar ou se ele ao menos gostaria das músicas, mas foi muito bom, foi incrível. Nos demos muito bem com ele desde o primeiro dia. Ele adorou todo o material e também o que estávamos escrevendo. Ele foi o produtor perfeito pra nós, porque queríamos ter esse tipo de som meio Prince, e ele é obcecado com o Prince.

Tom, você fica chateado quando as pessoas dizem “Nossa, até o gordinho tá sexy agora”?
Tom: [Ri de um jeito, esperamos, não ofendido]. Mas é verdade. Eu era gordinho. Não acredito que atingimos o sucesso comigo nessa aparência.
Harry: [Rindo]. Eu vi um vídeo nosso no Ministry of Mayhem um dia desses, nós estávamos promovendo o segundo álbum, estávamos completamente idiotas. Tom, você usou um casaco preto, bem longo, e tinha cabelo longo preto também. Eu tinha mullets com mechas queimadas e piercing. Era simplesmente ridículo. Muito, muito embaraçoso.
Danny: Estou mais empolgado com o som do que com a minha aparência. É aquela coisa de orgulho. Mas você quer estar bem onde quer que vá, é parte do trabalho.
Tom: Acho que quando tinhamos aquela idade queriamos ser um pouco rebeldes.
Harry: É, eu era tipo “Não vou raspar o cabelo! Vou usar mullets e mechas se eu quiser!”.

Levou muito tempo e trabalho pra ficar assim?
Harry: Não, às vezes eu raspo.
Tom: Eu simplesmente parei de comer. [risadas] Mentira. Mas quando passamos oito semanas na Austrália, começamos a nos alimentar de forma mais saudável. Eles têm um estilo de vida bem saudável em Sydney.

Vocês fizeram um ensaio fotográfico pelados recentemente para uma revista gay. O que suas mães disseram?
Danny: A minha riu um pouco. Ela disse algo sobre o Take That quando eram mais jovens.
Harry: A minha disse “Você tá bem torado”. Não acho que ela saiba o que “torado” significa. Acho que ela ouviu por aí e só repetiu.

Aposto que suas namoradas disseram uma coisa ou outra
Tom: [Minha namorada] Giovanna achou que o bumbum do Harry era o meu. Ela disse: “Seu bumbum tá óóótimo aqui!”, e eu fiquei “É O DO HARRY!”.

Dougie: Frankie [Sandford] não pode reclamar. Ela está sempre rodando por aí de roupas de baixo. Eu não sou excessivamente ciumento – Ao final do dia, é somente uma foto, certo? Entretanto, sempre que ela vai para essas sessões de fotos, eu fico tipo (faz uma cara de inquisição) “Quem está lá?”. Mas não tivemos muito com o que se preocupar – Éramos só nós e o fotografo.
O que te deixa acordado à noite?
Danny: Eu fico com medo do vídeo pornô que eu fiz vaze. (risadas). Mas falando sério, eu fico com medo de alguém invadir o meu laptop e pegar as fotos sem roupa eu fiz para enviar para a minha namorada.
Vocês não se preocupam, eventualmente, com as coisas normais de pessoas crescidas? Tipo, envelhecer?
Danny: Às vezes, sim. Eu não quero morrer e somos levados à esse problema inevitável dia após dia. Estou chegando à uma idade em que fico pensando “Outra noite fora vai causar mais danos.” Eu penso nisso todo o tempo.
Tom: Definitivamente não. Eu apago durante as noites, não por causa de substancias, mas por cansaço. Nós nos preocupamos com trabalho até um certo ponto, mas temos o apoio de nossos fãs, e isso deixa tudo melhor. Você não pode deixar que as coisas te estressem muito.
O que vocês acham da situação do país neste momento?
Dougie: Wow, isso foi profundo. Eu posso lavar a roupa suja, certo? Eu amo a Inglaterra, mas levaram sete anos para construir a M25. Por que demorou tanto? Todas as vezes que eu dirijo nela, vejo cones em todos os lugares, mas nenhum trabalhador.
Danny: Sim, eu passo constantemente pelos cones. Eu acho legal como eles fazem na Austrália, trabalham à noite. São como robôs. Devíamos fazer o mesmo.
Tom, aqui vai outra para você: Alguns anos atrás, você perdeu o lugar no Busted para o Charlie Simpson. Você já pensou em Charlie no momento e se ele sente um pouco metido?
Tom: Não, tudo acontece por uma razão e ele está muito feliz agora com o que ele está fazendo.
Sério? Muito?
Harry: Completamente. Se ele quisesse, ele poderia recriar o Busted, fazer uma grande reunião, e fazer muito dinheiro. Mas não é o que ele quer. O caso é, quando o Busted acabou, eles ainda eram muito famosos. Eles poderiam estar por aí até hoje, eles tinham muito talento em compor. Eu acho que o Charlie amava tudo no Busted, ele só não gostava mais do que ele estava fazendo.
Mas vocês ainda estão gostando, certo? Vocês não estão a ponto imitar o Charlie Simpson e se separar não, né?
Tom: Nós somos amigos e amamos o McFLY. Nenhum de nós não gosta do que fazemos. Trabalhamos bem juntos porque ouvimos uns aos outros e temos uma boa dinâmica como grupo. Ninguém tem um grande ego. Ninguém se sente o melhor. Espero que fiquemos assim por muito tempo.
Dougie: Eu não acho que já tenhamos vivido o melhor da nossa carreira. Eu acredito que o melhor ainda está por vir. Uma vez que você faz algo e pensa “Isso é o melhor que já escrevi”, tudo que vem depois parece ruim. O melhor sempre está a caminho.
Danny: Acho que vamos continuar assim, como Madonna. Eu, literalmente, me belisco todas as manhãs. É tipo, “wow”.
Harry: Sim, nós dos damos bem naturalmente – Nos achamos engraçados. Gostamos das mesmas coisas. É realmente perfeito. Além do mais, vamos encarar, não sabemos como fazer outra coisa.
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